USO DO ULTRASSOM NA AVALIAÇÃO DE CARCAÇA

A tecnologia do ultrassom tem sido utilizada para predizer a carcaça dos animais vivos de diferentes espécies animais. É uma ferramenta importante para identificar indivíduos de qualidade superior e usá-los em programas de melhoramento animal, por exemplo.

O uso do ultrassom para medidas de gordura subcutânea e área de olho de lombo em bovinos é bem documentado. No entanto, Stanford et al. (1995) afirmam que o uso do ultrassom para prever a composição em ovinos teve menor sucesso e justificam a sua afirmativa pela existência de lã, mobilidade do couro, gordura restrita, dentre outros fatores que dificultam a leitura.

Os valores de repetibilidade estimados para área de olho de lombo e espessura de gordura, obtidas pela técnica de ultrassonografia, para várias medidas de um mesmo técnico e também por técnicos diferentes, no mesmo animal, têm sido altos, demostrando que, em geral, as medidas são relativamente fáceis de serem obtidas e bastante confiáveis (Suguisawa, 2002).

Dentre os vários fatores apontados como causas das diferenças entre as medidas ultrassonográficas e aquelas obtidas na carcaça, podem ser citados o método de remoção do couro, que retira quantidade variável da camada de gordura; o método de suspensão da carcaça, que provoca mudanças na sua conformação, o desenvolvimento do rigor mortis; a mensuração inadequada da área de olho de lombo (AOL); corte incorreto na seção da 12ª e 13ª costelas e o revestimento da camada de gordura da carcaça.

Outro fator evidente é que as medidas feitas no animal vivo por ultrassonografia e na carcaça, são obtidas em posições muito diferentes, o que compromete as comparações feitas entre as mesmas. A reunião de fatores como idade, sexo, raça, peso, altura da anca e tamanho à maturidade, passa a ser fundamental para a predição acurada (Suguisawa, 2002).

A maioria dos trabalhos com ovinos usa medir a quantidade de músculo e gordura entre a 12ª e 13 ª costelas, mas alguns trabalhos indicam uma maior precisão na 1ª lombar com correlações de 0,74 e 0,79 entre as medidas de ultrassom e carcaça para gordura subcutânea e AOL, respectivamente (Stanford et al., 1995).

Um outro motivo que pode diminuir a precisão da acurácia da medida da AOL pelo ultrassom e a presença de pequenos músculos, como exemplo o Multifidus dorsi eLongissimus costarum estarem muito ligados ao Longissimus dorsi (músculo usado para obter a medida de AOL) e na hora da medida esses músculos podem parecer parte do Longissimus dorsi na imagem do ultrassom (Stanford et al., 1995).

No trabalho de Fernandez et al. (1998), os autores trabalharam com cordeiros de 25 e 35 kg de peso corporal e mediram a espessura de gordura (EG), AOL e espessura doLongissimus dorsi. Chegaram ao resultado que todas as medidas para os animais de 35 kg foram maiores que para os de 25 kg, e assim concluíram que uma das vantagens potenciais da tecnologia do ultrassom é que pode ser usada para monitorar o crescimento do tecido muscular e gorduroso do animal.

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